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Vivendo situações da vida cotidiana me deparei com diversos olhares apressados ao meu respeito e também meus olhares apressados a respeito de outros e até de mim mesma…

Ao fim pude pesar como dói ser olhado apressadamente e como fere a essência da alma do ser que esta sendo olhado apressadamente…

Já dizia o pequeno príncipe que o essencial é invisível ao olhar… quando olhamos alguém superficialmente sem dar a este alguém ou a situação uma oportunidade de revelar-se condenamos e damos o processo por encerrado… Sem direitos, sem obrigações, fechamos rapidamente a porta e pouco importa o que ficou para trás porque o olhar apressado não se envolve…

Já olhei apressadamente a muitos e a muitas situações, quero aprender a olhar com mais calma, respirar fundo, acautelar-me e como o pequeno príncipe ainda prefiro conhecer as raposas que passam pela minha vida, envolvendo-me aos poucos, sem pressa… A vida se da no ordinário e o extraordinário só acontece quando nos damos o direito de cativar e ser cativado e isso exige parada, pausas, desconforto, porque cativar nada mais é do que olhar vagarosamente, conhecer o desconhecido, afortunar-se dele ou não, só ai tirar conclusões…

É dolorido ser julgado, mas continuamos julgando, porém quando a posição inverte e de juizes passamos a réus, desejamos do fundo da alma, que alguém tenha a coragem de sentar no banco de nosso jardim ao nosso lado e ouvir-nos ainda que não nos de acredito, mas da a pequena oportunidade de nos conhecer e ai pesar as situações, os pró e os contra…

Ser juiz é fácil, experimente ser réu, aprendi com a vida a me colocar no lugar do outro todas as vezes que esse outro tem uma postura que é condenável a meus olhos, me introduzo neste alguém e como mágica o aceito, embora nem sempre concorde com a posição, mas aceitar é receber o outro com suas misérias sem julgar, sem nada esperar e a partir do erro olhar vagarosamente…

Ninguém é tão ruim que não tenha um lado bom, ninguém é tão errado que não aja concerto… Por isso neste final de ano pese seus relacionamentos e de a eles o direito de te cativar, de re-inaugurar-se dentro de ti, experimente sair do superficial, de sentido a canção: “Ando devagar porque já tive pressa”…

Dedico este artigo a todos que já olhei apressadamente e aos que fazem o mesmo ao meu respeito, sigo na vida aprendendo… Em especial dedico a minha filha porque hoje a olhei com pressa…

Perdoe-me filha, mamãe ainda aprende… Hoje comprometo-me a re-inaugurar-te vagarosamente em mim…

Não olhe a figura com pressa se demore ou então ficará na superficie …

O desuso humano, desumaniza a alma!!!

Vínculos duradouros de relacionamentos caíram no desuso…

Tudo agora é passageiro…

Namoro é ficar…

Casamento é loteria…

Os amigos ficaram “sem sal”, que tal trocar?

Trocar e trocar…

Uso e desuso…

Assim estamos fazendo com os nossos relacionamentos, trocamos de amigos a cada momento que nos aparece um melhor e mais interessante, nem olhamos para traz, pegamos o que nos pertence e partimos para o mundo…

Criar intimidade caiu no desuso, somos capazes de falar dos outros, mas não somos capazes de falar de nós mesmos, porque não nos conhecemos como somos de fato…

Deixamos que os outros adentrem somente em nossa sala interna de estar, onde tudo esta organizado, quando este alguém se atreve a entrar no interior de nosso quarto, se torna ameaça… O melhor então é mudar…

Usamos e nos deixamos usar, não percebemos que quando descartamos alguém na verdade estamos a descartar nós mesmos, porque este alguém reflete o meu eu como num espelho…

Vale ressaltar que não estamos aqui abrangendo os vários tipos de relacionamentos que muitas vezes são para nós impossíveis e se continuarmos nele seria letal…

Estamos aqui falando de relacionamentos que precisam passar pela arte da fecundação, a arte de desvendar a alma de alguém e isso é tarefa de artesão, é cotidiano, árduo, mas deslumbrante…

É precisa estar ciente que quando chegarmos na matéria intima do produto poderemos afirmar se amamos ou não tal individuo, porque ama quem tem coragem de olhar o todo do outro , não apenas a parte…

maria_madalena_ e_ jesusA parte que lhe é favorável sempre será bela e ficara a mostra na sala de estar, o obscuro que precisa de amor, o amor tem essa capacidade de acender os cômodos da casa interior, mas isso não será feito sozinho, porque a todo homem e a toda mulher foi dado uma companhia, não falo aqui de cônjuges, falo de seres humanos que não foram criados para o isolamento, foram criados para produzir mesmo nunca sendo pai ou mãe, porque produzir nada mais é do que gerar vida na vida de um ser, que ainda não a encontrou e por isso caminha errante… É o amigo que tem essa potencialidade de colocar luz na sala de seu amigo e abrir suas janelas, no ficar não conseguiremos isso, é preciso permanecer, somente o a amor permanece, a paixão é maravilhosa mais é passageira…

Cuidado com amigos que só lhe trazem o calor da paixão e se agarre aos que te fixam os pés no chão mas te fazem tocar o céu …

A superação da dor, gera vida!!!

Quem nunca sentiu uma dor tão grande e tão profunda que já não tenha pronunciado a frase:

- “Doeu tanto que fiquei paralisado, ou a dor era tão grande que nem doeu, ou ainda, doeu tanto que me calou, nem pude reagir!?

As dores tem um potencial de “trava”, umas mais fortes e outras menos potentes, porém a dor é sempre dor…

Me deparando com o potencial que esta pequena palavra tem, pude analisar minhas dores e tocando-as pude perceber que em alguns momentos, a dor foi tão grande e profunda que me calei, calei-me por falta de argumentos…

Há momentos que sofremos a fatalidade da dor não bater simplesmente a porta, mas adentrá-la arrombando as estruturas, ela chega rapidamente e como uma visita permanente senta-se no centro de nosso coração, se aloja, se instá-la de forma a desconfortar-nos e fica….

Até que nós corajosamente arranquemos de dentro de nós esta visita indesejável e se é visita uma hora tem que ir embora e saiba com nossa ajuda cedo ou tarde ela irá…

Não se pode curtir a dor, as perdas fazem parte da vida, mas permanecer na dor é desacreditar do amor, é minar o significado da vida…

Portanto quando estou passando por algum momento de dores intensas, as vivo, choro, me dou este tempo… É importantíssimo que tenhamos este tempo de descarregar, lavar o cano de nosso interior com nossas lagrimas, até que chegue a hora que decidimos fechar a torneira, a dor e seus motivos para doer permanecem ali, não irão embora sozinhas, é preciso não somente mostrar-lhe a porta é preciso empurrá-la para fora…

Falar da dor ajuda, mas as vezes falamos tanto de forma negativa que a tornamos forte e potente…

Chegou o dia, esta é a hora coloque a visita inoportuna para correr e tranque a porta, reforce-a com amor, cuidados de si e uma boa dose de coragem, ela é muito persistente tentará voltar e quem sabe ficará por muito tempo do lado de fora da porta, mas somente você terá a capacidade de deixá-la ou não entrar…

Não falo aqui da dor física simplesmente, esta também tem dia para chegar e para ir embora, esta requer também cuidados para que não volte… Mas falo aqui da dor da alma, de feridas causadas no interior que muitas vezes quem causa não tem a percepção do outro, nem sempre feri conscientemente…

Mandar a dor embora não se trata de mero perdão, é preciso sim perdoar, liberar o perdão é não manter quem nos feriu cativo dentro de nós, porém há dores que estão além do perdão e nem sempre o liberar o perdão a arrancará, então é preciso liberar o perdão a quem nos feriu e mandar a dor ir embora…

quadro_mulher_e_flores33[1]Mesmo que sua alma sinta hoje as feridas causas por dores e perdas, coloque os olhos do positivismo e veja que em cada dor o jardineiro da alma plantou a arvore da superação e a regou com doses de amor, porque é somente ele quem cura…

Não se deixe paralisar, arranque hoje com raiz e tudo o que te impede de caminhar, abra as janelas deixe o sol entrar e caminhe rumo ao novo, porque todo fim é um começo…

Não fique esperando que alguém venha fazer florir sua alma, ao contrário dê hoje uma boa limpeza arrancando dela o que não a deixa florir e alimente o que gera vida…

Quem espera é porque lhe falta algo!

gravidezPoderíamos aqui falar de vários tipos de espera…

Espera de um amigo que se foi e nunca mais voltou, não disse adeus, apenas partiu…

Espera de um trabalho que nunca chega e a busca cega continua…

Espera de um amor que lhe preencha…

Espera de um Senhor que demora a chegar…

Espera de um bebê quem nem sabemos como será, mas já o amamos assim mesmo…

Espera de realizações de sonhos tão antigos e tão difícil de realizar…

Em todas as esperas uma única certeza: “quem espera é porque lhe falta algo!”

Temos muito a esperar, não fosse assim, poderíamos nos considerar desprovidos de vida… Quem vive espera, busca, “rebusca”…

A espera nada mais é do que o voltar para o útero da mãe, deixar-se tecer na vontade do Criador, o momento nem sempre podemos fazer, apenas precisamos trabalhar arduamente para estarmos prontos para o nascimento…

Existem como disse, muitos tipos de espera, eu decide passar pela vida não sendo apenas uma espectadora, mas subindo no palco principal de minha alma e sendo protagonista de meu espetáculo chamado vida, esta é uma espera operante…

A espera operante é aquela que nos movimenta, estamos em busca e a espera de algo, porém esperar não significa parar a margem do caminho e deixar que caia do céu nossos desejos realizados, isso não espera é comodismo…

Esperar é sair de si, em busca do desconhecido, sabendo apenas o que quero, lançando-me rumo ao inesperado, mas sem jamais passar pela vida, ao contrário agarrá-la e viver intensamente…

Claro que a vida também é feita de pausas a espera é uma pausa, cabe a nós fazer dela produtiva ou não…

Sua vida experimenta hoje a pausa da espera? Saia dela, mire a meta, não olhe para os lados e prossiga até alcançar o que lhe falta, como já fez lutando contra tudo e todos vencendo milhões de espermatozóides na fecundação do óvulo…

Coragem você é um vencedor!!!

“As janelas do jardim”

Ao fazer a pequena experiência de tapar os olhos por alguns segundos, percebo que o silencio interior parece ser um calar de um dos sentidos a pedir socorro…

Fechar as janelas de nossa alma é não mais olhar o belo da vida, é caminhar na obscuridade do negativo…

O mundo sofre de cegueira de beleza, não de beleza passageira, mas de algo que eternize…

Nossos olhos passam o dia a olhar é evidente, é para isso que servem, é esse o seu sentido… Porém devemos direcioná-los, ensiná-los a contemplar… E contemplar é filtrar onde paramos o olhar… Porque aquilo que entra janela a dentro do jardim irá clarear ou escurecer o jardim, algumas vezes vagarosamente, outras repentinamente…Tornando assim o dono do jardim mais belo ou desprovido de beleza, porque o que habita no jardim sairá exteriorizando o que morra dentro…

Quando direcionamos nosso olhar para o que é eterno, conseguimos olhar além das aparências e o sentido fica tão aguçado que com as janelas fechadas vemos claramente o jardim por dentro…

Ousamos dizer que o que os olhos não vêem o coração não sente… É mentiroso afirmar isso! Se fosse assim nossos irmãos deficientes visuais seriam desprovidos de sentimentos…

Quando perdemos um sentido o outro se desdobra para suprir a falta…

Não é de um simples ver que falo mas de um enxergar… É pela boca que entra o alimento: bom e ruim para o estomago, são pelos olhos que nutrimos a alma…

Ao direcionar meu olhar para a pornografia, poderei eu olhar para o ser do sexo oposto e não despi-lo e não macular seu corpo com o olhar?

Detendo o meu olhar apenas para o que meu vizinho conquistou e eu não, o que me trará a alma tal indignidade? Mas se sou capaz de olhar para um morador de rua, uma criança órfã, um doente terminal e ser solicito, meu jardim clareará…

olho e jardim IIISe sou capaz de olhar para mim e ver que apesar de todos os meus defeitos invisíveis a olhos nus, ainda respiro e como se não bastasse alguém ainda detém seu olhar sobre mim e me faz ouvir o som de sua voz, ressoando: “Eu vi que era bom”, então ainda sou capaz de carpir o jardim, arrancar as ervas daninhas e escancarar as janelas para que a luz entre e reine a paz de um jardim secreto reservado…

Amor potente

fome_africa3“O sofrimento não pode deter nossa potencialidade de amar”.

Maria do Céu

Ao observar meu jardim!

Cada um de nós passa pela experiência de contar o tempo…

O tempo que ficamos fora de casa, o tempo que passamos com quem amamos, o tempo da espera por alguém querido, o tempo que levamos de um lugar para o outro, enfim… No corre-corre de minha casa observei o quanto olhamos para o relógio, o quanto trabalhos em função de acertar o tempo, de chegar em tempo.

Me vi sendo uma só e precisando ser três e quem disse que não consigo, mas no final do dia observei que por algum motivo a exaustão chegou em tempo…

Mas somente agora sentada e observando o quanto a casa fica calma, quando as crianças dormem, o quando é possível “ouvir o silencio”, o quanto o tempo passa lentamente ao som de suas respirações, mas o quanto foi bom ter passado um bom tempo de minha vida permitindo que eles fossem sendo tecidos em meu ventre, são eles: meus filhos, os três motivos que tenho para olhar para o relógio e ver que ainda ha tempo…

Tempo de amar, de colocar no colo, de chorar junto, de vibrar juntos as conquistas, de apenas sentar-se na varanda deixando que o tempo passe lentamente ao som de “Öoooo mãe”…

Senti arder hoje em mim, esse sozinho, que meus ouvidos ouvem a cada manhã agitada de uma casa povoada por dois cravos e uma rosa que acharam graça diante de mim e vieram passar um tempo comigo e com meu esposo para provar-nos sempre ha tempo de recomeçar…

Aos meus tesouros que me ensinam a cada despertar que o tempo não é contado pelos dias, mas pela intensidade de cada hoje que sou capaz de parar para amar e regar o meu jardim para que cresça e floresça alem das cercas do meu lar…

Feliz dia das crianças!!!

Altos e baixos

paraolimpiadas2“O ser humano precisa ter momentos baixos na vida para sentir ainda mais fortes, os momentos altos!”

(Autor desconhecido)

Flores fecundadas – Mulheres Saradas

O mundo atual banalizou a beleza da mulher, confundido sensualidade com sexo e suas curvas tornaram-se meramente objetos de prazer… Padronizando um biótipo que nem todo tipo de mulher consegue ter… Começam então a surgir as cadeias que elas mesma se permitem entrar… Possuem a chave mas sozinhas já não conseguem sair…

São mulheres que pararam no inverno, no frio, no vazio de si mesma, no calor do verão de suas derrotas, de sonhos roubados, que as queima por dentro, ou ainda no exterior de um outono que lhes arrancam a capa, lhes deixam nuas, sem proteção…

Estas mulheres estão à espera de um jardineiro que saiba que há vida dentro delas e cedo ou tarde ela virá, como a pequena flor do jardim que já não mostra sua real beleza e precisa de cuidados: regar, adubar, cavar, mudá-la de terreno, colocar-lhe proteção… As vezes o jardineiro se vê obrigado até mesmo a amarra-la para que seu caule não seda e a pequena florzinha morra antes de alcançar a maturidade da vida…

Elas podem passar pela vida nesta continua espera de alguém que as possa cuidar, proteger, oferecer abrigo nos dias de chuva e mesmo que estejam sem folhas envoltas de acnes e sem atraente beleza acreditem que lá dentro delas, em seu jardim secreto abriguem vida e só precisam que alguém as motive a trazer a beleza da primavera para fora… Isso independe da idade ou de quantas primaveras tenham vivido…

É fácil notar quando uma mulher esta sendo fecundada por alguém, sua beleza interior exterioriza, ela acende o ambiente onde coloca seus pés, tudo nela é alegria, seu riso é largo e o desejo pela vida é notório, esta sempre aprumada, a impressão que deixa é que esta sempre pronta para um evento, mesmo que ela esteja de calça jeans, camiseta branca e um rabo de cavalo, ela exterioriza beleza…

MulherFlorA fecundação da alma de uma mulher pode acontecer de várias formas, por um amor verdadeiro, por uma conquista no mercado de trabalho, por uma experiência com Deus, por novo amigo que desvendou sua alma, ou por um mistério, a vida desaponta dentro dela e sai, sua primavera contagia a todos, ela irradia força mesmo que em meio a lagrimas, ela é pura mas exala sensualidade de mulher, não vulgar, mas exala a alegria de um jardim secreto vazio, agora habitado…

Fecundar o jardim de uma mulher não significa, possuí-la sexualmente, significa olhar para ela por dentro com lente de aumento, sem julgamento e sem pressa… Os apressados jamais fecundarão a si mesmo…

É necessário ouvi-la, gastar tempo ao seu lado e quando estiver com ela seja ela a flor mais bela do seu jardim…

As mulheres também precisam contribuir para a fecundação, é necessário estar atenta ao jardim e perceber que não são iguais, mas é o diferente que as torna únicas, exclusivas e primordiais…

O importante é saber que cada uma tem um valor único e exclusivo e cedo ou tarde alguém as arranca do jardim publico e as coloca num jardim particular e ai não importa para este alguém a beleza jovial das pequenas flores que surgem a cada primavera o que importa de fato é gastar os anos contemplando seu jardim fecundado.

Ressalto que nem sempre a fecundação virá de fora para dentro, muitas mulheres experimentam a fecundação de dentro para fora, a partir do momento que começam a se amar e se respeitar como alguém essencial para um jardim mais belo…

Dedico este artigo a todas as mulheres, em especial as que fazem a minha vida tornar-se um jardim mais florido e a todos aqueles que me fecudam extraindo de mim minha real identidade de mulher!!!

Outono, a arte de gestar silenciosamente!

A olhos nu podemos afirmar que a primavera é a mais bela das estações. Flores, frutas e um colorido a enfeitar os dias começam a aparecer, trazendo a renovação da vida…

De fato é uma estação belíssima, a vida é notória, parece até que uma aquarela foi despejada sobre os jardins…Porem é o outono o responsável desse espetáculo de vida que agora parece saltar a nossos olhos…

O outono é gerador, é ele quem tira as cascas, o excessos das arvores e plantas, seca as folhas, mas nutre a raiz, é ele quem vai silenciosamente nutrindo a planta, é no outono que a vida vai criando corpo e forma…

É assim com nossos relacionamentos, eles passam pela euforia do verão, pela frieza do inverno, pela exuberância da primavera, mas sem o silencio gestacional do outono a vida não viria, não se mostraria…

Existem momentos que precisamos festejar, se alegrar, promover encontros, mas existem momentos que precisamos apenas silenciar, nutrir. Silenciar não é arrancar a planta, mas sim gestar, podar, cuidar, do que esta dentro da essência dela…

Muitos relacionamentos morrem não no inverno, mas no outono, porque no outono além do calar, é necessário saber escutar… É hora de se atentar a raiz, é ela que sustentará a vida e a beleza da planta…

O que move os relacionamentos não pode ser apenas nossos caprichos, é preciso saber o momento do outro sem invadir sua estação, afinal nem sempre estaremos vivendo a mesma estação, é momento de olhar para a raiz que outrora no verão recebia longas mangueiradas, agora necessita de gotas, as vezes até contra-gotas ou apenas retirada de folhas secas…

A passagem das estações não pode trazer medos, ela trará superação de um relacionamento plantado no jardim do amor, e se assim for, não findará nem no mais profundo silencioso outono, porque é o amor, que nutre, gerando vida.

outonoCabe a nós nesse período buscar ajuda do jardineiro e não ficar apenas assistindo a morte da plantinha e sim se colocar a serviço de cavar ao redor da raiz, dar-lhe fortificantes, vitaminas, adubar e conservar a esperança de que a primavera esta dentro da pequena planta a espera do milagre chamado vida…

Outono é nutrir…. Amar é permanecer!!!

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