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Archive for the ‘Em busca do Jardineiro’ Category

O mundo atual banalizou a beleza da mulher, confundido sensualidade com sexo e suas curvas tornaram-se meramente objetos de prazer… Padronizando um biótipo que nem todo tipo de mulher consegue ter… Começam então a surgir as cadeias que elas mesma se permitem entrar… Possuem a chave mas sozinhas já não conseguem sair…

São mulheres que pararam no inverno, no frio, no vazio de si mesma, no calor do verão de suas derrotas, de sonhos roubados, que as queima por dentro, ou ainda no exterior de um outono que lhes arrancam a capa, lhes deixam nuas, sem proteção…

Estas mulheres estão à espera de um jardineiro que saiba que há vida dentro delas e cedo ou tarde ela virá, como a pequena flor do jardim que já não mostra sua real beleza e precisa de cuidados: regar, adubar, cavar, mudá-la de terreno, colocar-lhe proteção… As vezes o jardineiro se vê obrigado até mesmo a amarra-la para que seu caule não seda e a pequena florzinha morra antes de alcançar a maturidade da vida…

Elas podem passar pela vida nesta continua espera de alguém que as possa cuidar, proteger, oferecer abrigo nos dias de chuva e mesmo que estejam sem folhas envoltas de acnes e sem atraente beleza acreditem que lá dentro delas, em seu jardim secreto abriguem vida e só precisam que alguém as motive a trazer a beleza da primavera para fora… Isso independe da idade ou de quantas primaveras tenham vivido…

É fácil notar quando uma mulher esta sendo fecundada por alguém, sua beleza interior exterioriza, ela acende o ambiente onde coloca seus pés, tudo nela é alegria, seu riso é largo e o desejo pela vida é notório, esta sempre aprumada, a impressão que deixa é que esta sempre pronta para um evento, mesmo que ela esteja de calça jeans, camiseta branca e um rabo de cavalo, ela exterioriza beleza…

MulherFlorA fecundação da alma de uma mulher pode acontecer de várias formas, por um amor verdadeiro, por uma conquista no mercado de trabalho, por uma experiência com Deus, por novo amigo que desvendou sua alma, ou por um mistério, a vida desaponta dentro dela e sai, sua primavera contagia a todos, ela irradia força mesmo que em meio a lagrimas, ela é pura mas exala sensualidade de mulher, não vulgar, mas exala a alegria de um jardim secreto vazio, agora habitado…

Fecundar o jardim de uma mulher não significa, possuí-la sexualmente, significa olhar para ela por dentro com lente de aumento, sem julgamento e sem pressa… Os apressados jamais fecundarão a si mesmo…

É necessário ouvi-la, gastar tempo ao seu lado e quando estiver com ela seja ela a flor mais bela do seu jardim…

As mulheres também precisam contribuir para a fecundação, é necessário estar atenta ao jardim e perceber que não são iguais, mas é o diferente que as torna únicas, exclusivas e primordiais…

O importante é saber que cada uma tem um valor único e exclusivo e cedo ou tarde alguém as arranca do jardim publico e as coloca num jardim particular e ai não importa para este alguém a beleza jovial das pequenas flores que surgem a cada primavera o que importa de fato é gastar os anos contemplando seu jardim fecundado.

Ressalto que nem sempre a fecundação virá de fora para dentro, muitas mulheres experimentam a fecundação de dentro para fora, a partir do momento que começam a se amar e se respeitar como alguém essencial para um jardim mais belo…

Dedico este artigo a todas as mulheres, em especial as que fazem a minha vida tornar-se um jardim mais florido e a todos aqueles que me fecudam extraindo de mim minha real identidade de mulher!!!

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Os semeadores…

Às vezes me pego pensando o quando desejaria voltar a algumas primaveras e rever as sementinhas que com o tempo foram arrancadas de meu jardim e levadas para longe, para alegrar a outros…

Sinto falta do balanço do vento que vez ou outra rompia as pétalas ainda pequenas, trazia aranhões que o semeador insistia em curar…

Sinto falta do por do sol, tão tranqüilo ao som de um esbarrar de galhos…

E ao anoitecer o som da proteção do semeador cobrindo-me para que o frio da noite não me causasse tanto mal, afinal era apenas uma pequena florzinha que tinha uma vida inteira pela frente e imensas montanhas estavam a minha espera para que pudesse florir…

Mas mesmo florindo em outros jardim continuo sentindo falta do semeador, são eles meus pais, meus amados, meu semeador de mãos calejadas, minha semeadora de mãos delicadas, um cortava, outro regava… Ainda hoje é assim, mas já não estamos mais no mesmo jardim, os semeadores acharam casal-com-rosa-na-maopor melhor deixar que a pequena florzinha povoasse o mundo, não lhe prenderam com cercas, mas aqui conto-lhes um segredo, flores possuem raízes e é para lá que volto todas as vezes que o sol das montanhas me queima, os semeadores são capazes de curar o calor do verão…

Temo o dia que ao voltar já não encontre os portões alegres e abertos, os semeadores na noite fria a me esperar, mas volto assim mesmo, porque afinal a minha raiz se chama lar…

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no desertoTornou-se normalidade nos dias de hoje a dependência de emoções…

Se vamos a uma festa e não damos boas gargalhadas até alcançarmos a euforia, logo dizemos que a festa não foi boa…

Se a paixão que tira o fôlego, amadureceu e tornou-se amor, ao invés de percebermos a beleza dessa passagem, ficamos com o negativo, as ausências de emoções…

Se uma noiva ao dizer o seu sim no altar não demonstrar voz tremula e não deixa vir as lágrimas, desacreditamos de sua verdade…

Se contamos a alguém sobre um novo projeto ou conquista e este alguém não vibra conosco, sentimo-nos rejeitados…

Mas por que será que estamos sempre em busca de emoções… De sentidos para nossos sentimentos?

Porque somos da geração fast food, da geração 24 horas, da geração faça, que eu pago!!!

A geração que não caminha mais em praça publica, porque é melhor uma esteira elétrica, geração que não senti o vento no rosto, porque acostumou-se com ar condicionado, a geração que não levanta o bumbum do sofá porque há controle na mão…

Geração BBB, que quando alguém não agrada simplesmente eliminamos, geração que não sabe o que quer e por isso experimenta de tudo um pouco, para ver se alcança um estase nem que seja por alguns segundos…

Geração que não dorme no silencio, tem sempre um fone nos ouvidos com musica, porque teme muitas vezes ouvir a voz da alma, ou quem sabe a voz da própria consciência…

Mas uma geração que corre atrás de seus sonhos, que esta aprendendo a viver em equipe, que esta caminhando para ser resiliente e surpreender, uma geração que se adapta ao novo, uma geração em constante mudança, num eterno adaptar-se… e por isso quebra a cara, mas levanta e caminha…

Não quero de maneira nenhuma ser contraria a praticidade da vida moderna, mas a modernidade não pode nos aprisionar formando um muro para o natural da vida…

Portanto não permita que por falta de emoção sua vida torne-se um deserto e mesmo que em alguns momentos o deserto venha, lembre-se que: a primavera não é a mesma se não passar pelo outono. Como a companhia não será a mesma após um deserto. No seu deserto saia em busca do poço que matará sua sede e não voltará a ter novamente, porque a sede da alma nada mais é do que a inquietude de uma busca pelo o eterno e o eterno, chama-se Amor, e a supremacia do amor chama-se Deus.

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