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Archive for the ‘Estações’ Category

Opostos que se atraem!!!

Deitada na grama do meu jardim, parei para observar o céu…

Logo me veio, dois astros: sol e lua, dois extremos, dois opostos, quando um chega o outro sai, quando um brilha o outro apaga, ambos reinam sozinhos…

Num mesmo céu, no mesmo espaço, mas sozinhos… Dia e noite os separam, um precisa da luz do outro para brilhar, mas juntos um ofusca o outro, porém mesmo assim, um apagando o outro, é notório ver que nos dias de verão a lua se demora a partir…

Que beleza vê-la num canto do céu e o sol logo a sua frente no outra canto… Mas que desapontamento, um não toca o outro…

Dentro de mim uma certeza: ambos se decoram, decorar é guardar dentro, para não mais esquecer…

Num curto tempo, imagino que apenas dizem: até…

E o que dizer dos eclipses, seria uma explosão de encontro? Nos brecam, nos paralisam!

Contemplamos o inatingível, o inviável, dois astros juntos num mesmo espaço, um sobre o outro, num breve instante, pausam-se…

Fiquei imaginando se ambos fossem gente, homem e mulher, apaixonados e essa fosse a única oportunidade lhes dada pelo universo, qual seria a fala? O que sussurrariam? Estariam sobre o peso de nossos olhares! O que diriam? Calariam, tentariam se explicar das ausências, dos contratempos? …

Não, o silencio de um sobre o outro os calaria! No amor não precisa de palavras, quando o amor é puro e verdadeiro, transcende a fala, o silencio existe para ouvir o leve toque do coração, há tempo apenas para sentir, são os sentidos que aguçam, o cheiro, um olhar e tempo o suficiente para decorar a pessoa dentro de si…

Imagino que sol e lua fazem essa pausa regida por anos luz para nos provar que ambos tem papeis para o mundo muito semelhantes: clarear, acender, iluminar a vida dos viventes, fazer brilhar amores …

Dar vida, anunciar o fim e o começo de um presente, indicar caminho… Enfim, ser luz… Brilhar entre as estrelas sem jamais deixar o céu…

Deixar que o outro viva e brilhe, brilhe muito, não querer o céu só para si, ao contrário ceder e deixar que outro fique e brilhe, ilumine…

Seria eu capaz de apagar-me apenas para ver o ser amado brilhar? Teria eu coragem de retirar-me quando o amado chega, apenas para não lhe ofuscar? Seria eu suficientemente amante a ponto de entregar meu céu, onde poderia reinar sozinha para deixar que meu amado brilhasse e acendesse a outros?

Minha resposta foi clara e definitiva! O amor exige renuncias!

Tiro assim minha conclusão: Sol e Lua não falam, tão pouco tem sentimentos ou sentidos, menos ainda coração, mas me ensinam a cada manhã e a cada anoitecer que se a humanidade tivesse algo ou alguém que desejasse tanto como o sol deseja a lua e vice versa, a ponto de causar um apagão chamado eclipse onde pudesse parar o mundo e ver como é bom ser esperado…

Certamente teríamos um mundo melhor… A espera embeleza o esperado…

Somos astros deste mundo, procuremos dentro de nosso universo acender nossos amores com nossas luzes incandescentes de eternidade e de um eterno eclipse…

Que a partir deste próximo por de sol possamos aprender que a luz do outro ilumina meu passo, ao passo que permito que ele brilhe sem ter medo de sua luz…

 A luz do outro deveria ser apenas um espelho onde pudéssemos refletir e devolver a luz, sendo assim ilumine a tudo e a todos, passe pela via acendendo e sendo luz…

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A olhos nu podemos afirmar que a primavera é a mais bela das estações. Flores, frutas e um colorido a enfeitar os dias começam a aparecer, trazendo a renovação da vida…

De fato é uma estação belíssima, a vida é notória, parece até que uma aquarela foi despejada sobre os jardins…Porem é o outono o responsável desse espetáculo de vida que agora parece saltar a nossos olhos…

O outono é gerador, é ele quem tira as cascas, o excessos das arvores e plantas, seca as folhas, mas nutre a raiz, é ele quem vai silenciosamente nutrindo a planta, é no outono que a vida vai criando corpo e forma…

É assim com nossos relacionamentos, eles passam pela euforia do verão, pela frieza do inverno, pela exuberância da primavera, mas sem o silencio gestacional do outono a vida não viria, não se mostraria…

Existem momentos que precisamos festejar, se alegrar, promover encontros, mas existem momentos que precisamos apenas silenciar, nutrir. Silenciar não é arrancar a planta, mas sim gestar, podar, cuidar, do que esta dentro da essência dela…

Muitos relacionamentos morrem não no inverno, mas no outono, porque no outono além do calar, é necessário saber escutar… É hora de se atentar a raiz, é ela que sustentará a vida e a beleza da planta…

O que move os relacionamentos não pode ser apenas nossos caprichos, é preciso saber o momento do outro sem invadir sua estação, afinal nem sempre estaremos vivendo a mesma estação, é momento de olhar para a raiz que outrora no verão recebia longas mangueiradas, agora necessita de gotas, as vezes até contra-gotas ou apenas retirada de folhas secas…

A passagem das estações não pode trazer medos, ela trará superação de um relacionamento plantado no jardim do amor, e se assim for, não findará nem no mais profundo silencioso outono, porque é o amor, que nutre, gerando vida.

outonoCabe a nós nesse período buscar ajuda do jardineiro e não ficar apenas assistindo a morte da plantinha e sim se colocar a serviço de cavar ao redor da raiz, dar-lhe fortificantes, vitaminas, adubar e conservar a esperança de que a primavera esta dentro da pequena planta a espera do milagre chamado vida…

Outono é nutrir…. Amar é permanecer!!!

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