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Archive for the ‘Fertilizando o solo’ Category

Quando criança ousava imaginar que eu era a princesa a espera do príncipe, a Bela Adormecida, a Branca de Neve, a Rapunzel presa na torre, mas que era solta pelo amor, alias todas as princesas sempre acabavam com final feliz e libertas de algo por seus príncipes, através de um beijo o amor se revelava a elas…

Acredito que ainda hoje possa existir príncipes e princesas, homens libertando mulheres e vice-versa, a força do amor não existe apenas nos contos de fadas, elas transcendem a fantasia…

Talvez ao ler isso você esteja imaginando que eu seja Alice no Pais das Maravilhas, afirmo que não, mas foi na recordação de minha infância, de minha capacidade lúdica e fantasiosa própria de criança que fui impulsionou hoje adulta a escrever sobre a beleza do sonhar e assumir papeis de seres vitoriosos…

Sonhar faz parte de nossa vida, porém quando crescemos sonhamos de forma diferenciada da criança, mais ainda sonhamos, contudo aos poucos vamos perdendo a coragem de revelar  nossos sonhos, que por vezes são julgados como infantis, mas afirmo quem perdeu a capacidade de sonhar, perdeu também a capacidade de viver…

Tenho uma lista de sonhos, desejos a pequeno, médio e longo prazo e são nos momentos mais difíceis que estes sonhos me impulsionam, acredito sempre que o amanhã será melhor, que o sonho que nasce na fantasia e no intimo de uma alma ninguém pode impedi-lo de se realizar, alias há sim alguém capaz de tal crueldade, o sonhador, este é o único capaz de fazer com que sonho não se realize…

Sonhar não é apenas idealizar algo irreal, incapaz de acontecer, fora do plano natural, sonhar é traçar metas, dar prazos, sair da zona de conforto e ir além de si mesmo, fazendo com que nosso Ego se fortaleça na realização dos feitos que só um “Eu” amadurecido é capaz de realizar…

Realizar um sonho é dizer para si mesmo, EU POSSO, sou capaz..

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Só o amor, aquece!

Faz frio aqui no Jardim, mas o frio de fora não entra, porque para esse tipo de frio há agasalhos, o frio da Alma esse é perigoso, porque vem de dentro para fora e ainda não inventaram agasalho para o interior, por tanto é preciso se cuidar a cada momento…

Estamos num mundo onde nada para, precisamos continuar mesmo na dor, nossa dor precisa ser salvifica e fortalecer a outros, senão envão é o sofrimento, para tanto, se faz necessário a capacidade de aquecer…

Aquecer alguém no inverno é tão bom, nossos braços que abraçam, aquecem e são aquecidos, tudo é envolto de aconchego, nas entrelinhas dos símbolos, é possível sentir a maciez da alma que nos aconchega com a bebida quente, o banho e o cobertor, sem falar da beleza que a lareira nos traz…

Tudo tem mais requinte no inverno, as pessoas se vestem melhor, a comida também ganha mais capricho, os encontros são cheios de significados… No inverno tocamos e nos deixamos tocar, nosso corpo compreende que quanto mais perto estamos, mais quente ficaremos… Mas um alma fria pode ser envolta de vários corpos e continuar fria, sem vida…

A alma humana não aquece só por presença externa ela precisa ser povoada por dentro, não se importa com o capricho e a grife da roupa, prefere a beleza do olhar… A alma sobrevive de amor…

Amor não se compra, porque se fosse encontrado em prateleiras certamente estaria sempre esgotado, somente ele e mais nada é capaz de aquecer uma alma, que aquecida ilumina de dentro para fora tornando a pele mais suave, o perfume do corpo único e na medida certa, o olhar transmite toda a vida que a alma possui e seu calor, frio nenhum pode esfriar, porque o amor tem temperatura ambiente…

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Identidade

Nos últimos meses estive por muitas vezes em hospitais, ora sendo paciente e ora sendo acompanhante…

Vários detalhes me impressionaram, as camas, os crachás de visitantes, as alas e as falas dos profissionais que ali nos servem…

Quando chegamos ao hospital perdemos um pouco de nossa identidade, a dor nos faz sucumbir e nos impulsiona a revelar nosso mais profundo EU.

Os acompanhantes passam pelo mesmo processo. Quem tinha nome próprio agora torna-se acompanhante de “fulano de tal”…

O paciente é identificado pela ala, quarto e leito…

Surgiu em mim a questão: – Porque a dor nos revela e nos priva do “eu”?

Tudo se mistura no enfermo, corpo e alma tornam mais profundamente um só, aparentemente voltamos a ser crianças, choramos, queremos colo, nos assemelhamos a um bebê sem proteção…

No hospital em uma das noites um bebê chorava sem intervalos, a mãe cansada já não lhe supria o anseio de colo… Para um bebê ele e sua mãe são um só, perde-la é perder-se… Imaginemos o nosso corpo indo embora diariamente e retornando quando achar que chegou a hora… É como dizer a si mesmo eu me abandonei, me privando de mim quando mais “me necessitava”…

Seria alguém capaz de abandonar-se a si mesmo? Seriamos predestinado a sofrer a perda de nosso corpo afetuoso, que atende pelo nome de mãe… Um dia crescemos e sabemos que mamãe vai e vem e nem por isso me perderei de mim, mas para um bebê, sua mãe e ele é são um só, mas que isso, mamãe é extensão de seu eu…

Nascemos predestinados a perda?

A vida é fruto e resultado de nossas escolhas, mas e quando não escolhemos? Quando nascemos já estamos destinados a algo? A identidade é construída ou vem lacrada e a mim só resta, abrir?

Por que o sofrimento me revela?

Certa vez ouvi a seguinte frase:

A vida é cheia de perguntas, viver é descobrir as respostas!

Eu acrescentaria… que viver é descobrir, porém eu faço parte das respostas.

Meu corpo diz quem sou, mas minha alma me revela como sou…

Construir a identidade é sem duvida humanizar-se ao longo da vida…

Não posso ser apenas o que dizem que eu sou, mas também não sou apenas o que posso dizer que sou, porque o que sou esta inacabado, lapido-me e sou lapidada a medida que permito-me ser humana…

Termino com a conhecida frase do filosofo…

“Conhece-te a ti mesmo” e acrescento: Identifique-se!

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Como compreender uma mulher?

Hoje dia 08 de março comemoramos mais um dia da mulher…

Com tanta propaganda e marketing envolvendo este dia, percebo que a busca tanto do marketing quanto do sexo oposto é esta: o que elas precisam?

Me detenho aqui no que nós já temos e somos…

Uns acreditam que surgimos a partir de uma explosão, outros a partir de um criador amoroso …

Acredito que nós mulheres somos frutos de uma explosão amorosa de um criador que querendo um algo a mais a sua obra encontrou em nós o significado de tudo que fez:” Ser muito bom”…

Somos confusas confesso, há dias que comemos uma folhinha de alface e uma fruta para caber dentro daquele vestido que ficara sobre nosso corpo por mínimas horas…

Em outros dias devoramos em segundos uma caixa de bombom, detalhe: não peça, não temos pretensão de dividir…

Existem dias que queremos os saltos, de preferência os vermelhos, queremos ser notadas e deixar nosso rastro de mulher, mas ha dias que queremos tênis, calça jeans e rabo de cavalo, mas o fato é que ainda assim não passamos sem deixar sinal…

Passamos horas no cabeleireiro esticando os cabelos, enquanto outras passam horas enrolados seus lisos …

Ora somos mulheres fatais, ora somos apenas meninas precisando de proteção…

Adoramos cavalheiros que abrem portas, sedem lugares , que são homens com “h” maiusculo, que nos fazem sentir mulher sem precisar nos levar para a cama…

Gostamos de ser desejadas, mas isso não significa que queremos sexo… Até porque não somos só instinto, somos doação…

Trocamos de roupas, cor de cabelo, cor de batom, mas jamais trocamos de amigos… A singularidade é algo que temos firmado dentro de nós, no ser da mulher não existe substituições e sim acréscimos…

Nunca estamos suficientemente magras, adoramos compras, passeios, jantares mas sem louça no final….

Queremos ser notadas, não pelo o exterior somente, mas quando nos notam por dentro, esse alguém nos ganha…

Faz parte de nós competir, mas queremos sempre ganhar e se tratando de amor, o primeiro lugar deve ser sempre o nosso…

Adoramos sair, ir ao cinema, ao shopping, mas ha dias que queremos estar sós e isso não é depressão é interiorização…

Nossa sutileza pode pedir saída se nos sentimos ameaçadas por algo, nos assemelhamos  a cobra e picamos mesmo… Mas é puro medo…

Trabalhamos, estudamos, cuidamos de nossos filhos, maridos, casas, cachorros, somos amantes incondicionais e ainda conseguimos após essa rotina nos apresentar impecáveis a festa no final do dia…

Ah! Ia esquecendo, temos TPM sim, mas se perceber que estamos em crise por conta dela, não diga… Nos escute, nos ame, nos carregue e se ainda assim o humor não mudar nos deixe só, mas não se demore certamente nos sentiremos só, é preciso ter alguém por perto…

Choramos quando um amigo parte, quando o amor se rompe, quando o filme é bom, quando o amor vence, quando a guerra nos ameaça, quando sentimos medo, quando estamos tristes e acredite quando estamos felizes também…

Queremos carinho, colo, segurança, conforto, um romance avassalador, um filme para recordar, somos sonhadoras, mas não abrimos mão da realidade…

E só um ultimo toque: fomos feitas para ser aceitas e não entendidas, pois acredite nem nós nos entendemos, mas mesmo quando nos odiamos ali aparece o amor que por algum motivo foi o ingrediente fundamental que o Criador usou para nós formar…

A todas as mulheres e a todos os homens também: FELIZ DIA DA MULHER , porque sem elas nada seriamos mas sem os homens seriamos incompletas…

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A chuva no meu jardim

É março e as chuvas chegam sem trégua…

Impetuosas, lavam, arrastam… São repentinas, ferozes, vorazes, são o exemplo da força que nos pega de surpresa…

Nos irritamos com ela que molha nosso cabelo, nossa roupa, nossos objetos, enfim não passam sem deixar sinal…

É um tal de esquecer sombrinhas, guarda chuvas… Nossos ambientes estão úmidos, nosso rosto se enruga perguntando: quando é que ela ira passar? …

Hoje após uma chuva intensa durante todo o dia, sentada em sala de aula e aguardando ansiosamente por sentar em meu sofá com o edredom a aquecer meus pés que passaram o dia com frio…

Me emaranhei em minhas emoções ao perceber que meus planos para este dia foram “por água abaixo”, tudo aconteceu de forma contrária…

Ao final do dia, aqui em meu sofá, com os pés quentinhos deparo-me com o  inesperado gelo da barriga afirmando-me que: nem sempre possuo o controle de minha vida e que bom que não possuo!…

Se possuísse, hoje faria tudo diferente, colocaria sol e colorido, mas o dia foi de recolhimento e introspecção…

O dia foi um convite a tocar no meu eu, no centro de minhas vontades, nas moradas internas de meu jardim, nas moradas que eu mesma muitas vezes não caminho, mas hoje permiti-me caminhar e levar a poucos a conhecer a essência do meu eu…

Se tivesse dirigido este dia não teria sido assim e teria perdido a oportunidade de no final do dia chuvoso contemplar a beleza do duplo arco-íris no céu, céu esse que ficou cinzento o dia inteiro, mas ao final da etapa “dia” clareou e coloriu-se para dizer-me que: a medida que busco o auto-conhecimento e vou me desnudando para mim mesma, vou descobrindo minha obscuridade outrora escondida, meu nublado cria cor e beleza…

Tocar no meu eu e senti-lo, é como aceitar meus defeitos, porém vendo mais claramente minhas qualidades, minhas lutas para acertar, nem sempre alcançadas, mas uma busca, um movimento rumo a perfeição, sem pretensão de encontrá-la apressadamente, porque ao passo que encontrá-la, acabará a busca…

Neste anoitecer frio guardo a certeza que: tudo é aprendizagem… Quando imaginamos que já sabemos tudo, o súbito do nada nos pega e ai o caminho continua…

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O legado que quero deixar…

O titulo acima pode até assustar, da impressão de alguém que já esta em fim de carreira, alguém que já aposentou as “chuteiras” e agora só quer gozar da vida sem compromisso, sem hora marcada, enfim sem cercas…

E ai surge a pergunta: o que te prende? O que te impede de caminhar? De abrir as janelas pela manhã sem pressa e deixar por alguns segundos o vento leve te tocar?

É uma experiência única! Costumava fazer isso antes de ser mãe, fazem onze anos que fui mãe pela primeira vez… Vez ou outra me pego fechando os olhos em algum lugar e busco o vento, deixo que ele me toque, sinto a liberdade de um ser que é levado para toda a parte, mentalizo alguém que gostaria que naquela hora sentisse o mesmo que sinto, o dom de ser livre…

Me vem logo a sensação de estar no mundo a serviço de algo, de alguém, um ser chamado Deus…

Estar a serviço, não é só trabalhar, é ir além do trabalho, é na pausa, nas pequenas pausas do dia, tocar alguém com um sorriso, com um brilho no olhar, com um até logo…

O legado que quero deixar são as coisas simples… O cheirinho do café … O perfume que uso e misturado ao meu cheiro tem um cheiro único, o meu sorriso largo, o tesão que tenho pela vida, a alegria que sinto a cada manhã quando vejo o sol, a alegria de doar-se por quem amo. o dom de ser amiga, a beleza de mãe, filha, esposa e mulher… A capacidade de chorar de dor mas também de alegria, de dar-me sem nada exigir, de olhar-me de frente e tentar me entender, me ajudar a ser melhor e nunca me acomodar, a docilidade de deixar-me tecer todos os dias, voltar ao ventre e permitir ao criador e a criação que me ensinem a cada dia, um novo, uma nova forma de viver…

Quero que se lembrem de mim, como alguém que não passou pela vida, mas alguém que viveu, chorou quando precisou, foi forte quando a vida exigiu força, mas que fraquejou quando o momento exigia demais, pausou… Porém logo levantou, retocou a maquiagem, esticou um sorriso, subiu no salto, jogou os cabelos e caminhou, na certeza que nada é eterno e que tudo muda e o mundo é redondo e gira sem parar…

A vida é um lindo espiral, como de nossos cadernos universitários, estamos hora em cima e hora em baixo o importante é a meta, o foco, o desejo, onde queremos chegar …

Meu desejo é deixar no mundo o tom cor de rosa de alegria… De foi bom enquanto durou, porque não me importa o tamanho da dificuldade, o que importa de fato para mim é quem esta do meu lado quando ela chega e como eu saiu dela quando ela se vai…

E pesando na balança vejo que o saldo em minha vida foi e é sempre positivo, o choro faz parte, mas a alegria, ha a alegria é minha irmã e esta o criador me deu de presente e é esse o legado que quero deixar…

Mulher de pé, feliz, apaixonada pela vida, pelo criador e pelas criaturas independente do que lhe retribuam…

Deixar um legado não é o fim, não, é apenas o começo…

Recomece hoje a escrever sua história… Todos os dias recebemos um folha em branco chamado presente “hoje”, cabe a cada um colocar o material que ficara arquivado nos arquivos da vida…

Qual o tom que você quer deixar? Qual será sua marca? Pegue o lápis da sua vida,não caneta, pegue lápis, lápis é para os que erram, para isso existem as borrachas, os erros devem estar a serviço dos acertos, mas cuidado, errar é humano, acostumar-se com os erros é comodismo… Escreva sua história, deixe sua marca em todos que passarem por sua vida e plante a paz…

Plante vida, seja vida e viva abundantemente com consciência …

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O que te impulsiona?

Certa vez fui questiona com a seguinte pergunta:

_”O que você não fez ainda que gostaria de fazer?

Fiquei paralisada, irritou-me a pergunta, doeu…

Tudo porque olhava para dentro de mim e não encontrava nenhum desejo, nenhum sonho, nada que me impulsionasse a alçar voo, nada que me enchesse os olhos ou animasse minha alma, nada que tivesse tanta força para me retirar do comodismo que vivia…

Sonhar é simplesmente estar vivo, não se vive sem sonhos, sem desejos e planos…

Naquele dia descobri que algo muito ruim estava acontecendo em mim…

Não deixei de buscar a resposta, não parei na pergunta humilhante, que me oprimia por não ter resposta…

A vida segue seu curso, mas nós precisamos dar a ela as diretrizes para onde e como queremos estar em determinado momento em nossa vida…

Sonhos são o embelezar da vida, é o termômetro que nos indica que ainda estamos vivo…

Passado um ano da pergunta, hoje possuo no meu quarto ao lado de minha cama, meus sonhos em um cartaz, meus projetos, meus desejos mais secretos agora revelados, olho para eles todos os dias e toco na beleza da vida que há em mim…

Ao fim de cada ano sempre ousei escrever o que queria para o ano seguinte, mas não sonhava, deixava as coisas acontecerem, hoje não, traço as metas, as datas em que irei alcançar cada uma delas e corro atrás…

E você como estão seus projetos para este novo ano?

Onde e como deseja estar em 31 de dezembro de 2010?

Sonhar é o ingrediente para manter-se vivo e o que leva os sonhos a se tornarem realidades é a intensidade de nosso entusiasmo, entusiasmar-se é estar cheio de Deus, é mirar a meta, traçar um plano e só desistir quando alcançá-la…

Que seu 2010 seja o ano da virada, o ano de brilhar e realizar todos os seus sonhos, porque sonhos são fundamentais para florescer o jardim secretto…

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