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Archive for the ‘Nos passos do jardineiro’ Category

Vazia

Sem motivos, não há motivo para viver… A vida é feita de motivos e movimentos…

Uma árvore oca e sem raiz não suportará as tempestades do inverno, a desnudação do outono e o forte calor do verão… Para ressurgir na primavera é necessário alguns esforços…

As experiências e dores da vida não podem nos esvaziar e nos deixar vazios somente, o esvaziar na vida constituem em liberar espaços para enfim, ser preenchido…

Existem momentos em que precisamos ter a coragem de abrir mão de tudo, perder tudo para ser cheia…

Como a árvore perde suas folhas, sua roupagem, para que possa gerar flores e frutos, há momentos que somos privados de nossa vestimenta, nossa capa de proteção… Uma árvore sem folhas, aparentemente seca, perde a beleza, mas isso não é o fim e mesmo se fosse, o fim indica começo…

No momento onde tudo parece perdido, eis que surge o Jardineiro, com paciência cava, coloca adubo, rega e gasta tempo dedicados a ela… A árvore comovida com tanto cuidado, responde com vida, ressurgem as novas folhas, eis que ela aparece bela e formosa… Num verde esperança o Jardineiro entende, que ainda há vida…

Essa árvore sou eu, é você, portanto não se preocupe se o inverno parece não findar e a primavera parece algo longínquo, porque enquanto houver vida, haverá esperança…

Vazia sim, oca nunca!

Esvaziar-se somente para ter espaço e ser preenchida do essencial… E o essencial como bem diz o Pequeno Príncipe é invisível…

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A Janela da Alma

A força do olhar de quem nos olha, é capaz de nos impulsionar ou nos fazer parar…

Quando olhamos apressadamente nada podemos ver, mas quando olhamos com singeleza os olhos nos revelam a alma…

Sempre que queremos saber se o outro esta falando a verdade logo surgi a expressão, “olha no meu olho” , como se olhar pudesse descobrir o que esta encoberto…

O olhar fortalece quem é olhado, porque ser olhado significa deter tempo… Um olhar tem o poder de pausar o tempo…

Logo que nascemos quase não enxergamos, mas assim que saímos da barriga protetora da mãe já somos olhados, aquele olhar, há aquele olhar… estará para sempre gravado em nós… No aleitamento materno novamente o olhar, agora passamos a trocar olhares, ela nos olha e nós devolvemos o olhar, o leite quentinho e na medida certa, ganha mais sabor com aquele olhar, é o olhar dela que buscamos em meio a multidão, o olhar dela nos ensina o quanto é bom ser notado, olhado…

Aquele olhar, diz eu te amo e a boca nem se mexe, mas o tempo para, sou ela e ela sou eu… É esse olhar que passamos pela vida a buscar… Esse olhar que afirma, te amo e te aceito, assim inacabado, como é e esta…

Olhar no olho é devolver o outro a si, é refleti-lo e deixar que se olhe no próprio olhar…

Um olhar amoroso nos devolve…

Deficiente visual não é aquele que não possuem um dos cinco sentidos a “visão”, deficiente visual é quem possuem o sentido da visão, mas não se deixa enxergar e menos ainda não consegue enxergar-se… Os deficientes visuais não podem enxergar mas vêem com o toque, um olhar amoroso é capaz de tocar o intocável, porque é capaz de tocar a alma…

Um dos significados no dicionário de língua portuguesa define enxergar como: descortinar, observar, perceber, pressentir, deduzir e intervir…

Desejo a você hoje, que primeiro você se olhe demoradamente, se encontre, se enxergue para dar a outros a beleza de ser enxergado…

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A liberdade de amar…

Ha situações que nos brecam de tal forma que sentimos um paralisar gradativo da alma…

Digo da alma porque é nela que ludicamente se situa nossas emoções e a ela que definimos os sentimentos, ela os abriga, os envolve e os dissolve…

É comum ver que nossa alma adoece por amor, mas o amor não é capaz de curar? Então por que adoece? Por que amamos de maneira errada!…

Amamos com posse, amamos aprisionando…

É só observarmos como colocamos a palavra “meu, minha” imediatamente na frente de nossos amores… É tão comum que passa imperceptível, mas tomamos posse: é meu, é minha…

Pessoas não são objetos, tem vontade própria, tem anseios…

Até podemos viver por um tempo sendo de alguém , ou melhor deixando-se ser de alguém, mas num determinado momento porque somos livres o grito da liberdade ecoa e é provável que esse grito não ecoei ao mesmo tempo no ser que nos ama…

Somos seres distintos e nesta hora se não deixamos o ser amado partir livremente o amor adoece…

Quando o ser amado parte sem hora marcada, sem aviso prévio… Abre-se um rombo, parece que perdemos o corpo e somos só alma…

Tudo lembra o ser amado, todo o exterior é ele, mas a grande verdade é que ele mesmo partindo esta vivo dentro do amante e o exterior é apenas um reflexo do interior…

O que fazer então?

Liberte-o!

Lembro-me agora de uma musica que diz assim: “… eu faria tudo para não te perder, assim, mas o dia vem e deixo você ir”…

Não é fácil, mais o amor só é amor quando liberta, quando deixa o ser amado livre para ir e vir… Quando se dá sem esperar nada em troca, quando tem a capacidade de deixar ir mesmo que o apelo da alma pessa que fique!

Mas a medida que liberto o ser amado vou ficando livre também… Livre para amá-lo com verdade, com segurança…

É por isso que muitos preferem apaixonar-se, a paixão não tem centro, não tem compromisso, só busca saciedade, é egocêntrica…

O amor tem a capacidade de nos tornar eterno, porque a medida que o outro vive ainda que morto eu esteja, dentro dele viverei…

O amor é durador, portanto exigente, requer mudanças, amadurecimento e acima de tudo liberdade…

Dedico este artigo a você que já viu seus amores partir de forma trágica pela morte, mas te forma intensa pelos caminhos contrários da vida…

Chegou o dia de deixá-los livres e libertasse também…

Porque ser livre é amar intensamente sem jamais aprisionar… Pessoas não tem raízes foram feitos para entrar e sair de diversos jardins, mas a medida que se dão fazem florescer ou secar o jardim do outro…

Escolha fecundar e honrar a vida do ser amado que partiu, vivendo intensamente…

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A árvore e o jardineiro!!!

O crescimento de uma árvore dá-se não somente pela quantidade de água que a mesma recebe mas também pelos cuidados a ela prestados…

Ao lado de uma árvore grande e forte sempre encontramos pequenas arvorezinhas, plantinhas que também são para esta arvore grande o sustento, o fortalecer de suas raízes…

O ser humano não é diferente da natureza, o criador foi o mesmo, portanto a receita é a mesma, o que muda são os ingredientes…

É muito fácil observar um ser humano e ver suas conquistas e ver como ao longo das estações foi se tornando forte, robusto e capaz de estar sempre de pé, porém nada fez sozinho…

Esquecemos de olhar ao redor e ver que ao seu lado pequeninas plantinhas foram lhe fortalecendo ao longo da vida e não só pequenas plantas, mas mesmo o esterco colocado as “pés” da grande árvore serviu de vitamina para fortalecê-la….

Assim como a arvore precisamos buscar esta força de transformar o mal em bem…

Não parar no esterco que diariamente nos lançam, ao contrário usá-lo para fortalecer nossas raízes ….

É sem duvida sair de si, um trabalho árduo e continuo de auto-conhecimento, saber separar o que sou, do que o que dizem que sou ou do que querem que eu seja…

Aprendi nos meus passeios em outros jardins a dar quando me negam, a sorrir quando esperam de mim o choro, a alegrar quando deveria ficar triste, a amar quando o certo seria odiar….

Tudo é transformável, mesmo as coisas ruins…

Nós seres humanos também somos, não há situação perdida, se há problemas há solução, o que não podemos é parar no ruim…

Há momentos que como a árvore nos sentimos amarrados e de fato estamos, porém não abandonados, o jardineiro amarra arvore a uma madeira para sustentar o seu corpo frágil, mas não a deixa, ao contrário é na fragilidade da arvore que o jardineiro se mostra mais próximo…

Notamos que arvores tem raízes e o homem mesmo assim insiste em mudá-las de lugar, nos não temos raízes, portanto não se deixe prender ao que não vale a pena…

Homens foram feitos para ir e vir no momento em que acharem oportuno…

A nossa raiz precisa ser o centro de nós mesmos onde encontramos o Criador e como a planta confia no jardineiro nos lançarmos nesta confiança de que o Criador saberá onde será o melhor lugar para crescermos e como nos mover para este lugar, porém diferentes de plantas temos direitos de escolhas…

Escolha sobre onde e o que deseja fazer com sua nobre vida e viva porque não há alegria maior para um jardineiro do que ver sua bela árvore florescer…

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Quem nunca sentiu uma dor tão grande e tão profunda que já não tenha pronunciado a frase:

– “Doeu tanto que fiquei paralisado, ou a dor era tão grande que nem doeu, ou ainda, doeu tanto que me calou, nem pude reagir!?

As dores tem um potencial de “trava”, umas mais fortes e outras menos potentes, porém a dor é sempre dor…

Me deparando com o potencial que esta pequena palavra tem, pude analisar minhas dores e tocando-as pude perceber que em alguns momentos, a dor foi tão grande e profunda que me calei, calei-me por falta de argumentos…

Há momentos que sofremos a fatalidade da dor não bater simplesmente a porta, mas adentrá-la arrombando as estruturas, ela chega rapidamente e como uma visita permanente senta-se no centro de nosso coração, se aloja, se instá-la de forma a desconfortar-nos e fica….

Até que nós corajosamente arranquemos de dentro de nós esta visita indesejável e se é visita uma hora tem que ir embora e saiba com nossa ajuda cedo ou tarde ela irá…

Não se pode curtir a dor, as perdas fazem parte da vida, mas permanecer na dor é desacreditar do amor, é minar o significado da vida…

Portanto quando estou passando por algum momento de dores intensas, as vivo, choro, me dou este tempo… É importantíssimo que tenhamos este tempo de descarregar, lavar o cano de nosso interior com nossas lagrimas, até que chegue a hora que decidimos fechar a torneira, a dor e seus motivos para doer permanecem ali, não irão embora sozinhas, é preciso não somente mostrar-lhe a porta é preciso empurrá-la para fora…

Falar da dor ajuda, mas as vezes falamos tanto de forma negativa que a tornamos forte e potente…

Chegou o dia, esta é a hora coloque a visita inoportuna para correr e tranque a porta, reforce-a com amor, cuidados de si e uma boa dose de coragem, ela é muito persistente tentará voltar e quem sabe ficará por muito tempo do lado de fora da porta, mas somente você terá a capacidade de deixá-la ou não entrar…

Não falo aqui da dor física simplesmente, esta também tem dia para chegar e para ir embora, esta requer também cuidados para que não volte… Mas falo aqui da dor da alma, de feridas causadas no interior que muitas vezes quem causa não tem a percepção do outro, nem sempre feri conscientemente…

Mandar a dor embora não se trata de mero perdão, é preciso sim perdoar, liberar o perdão é não manter quem nos feriu cativo dentro de nós, porém há dores que estão além do perdão e nem sempre o liberar o perdão a arrancará, então é preciso liberar o perdão a quem nos feriu e mandar a dor ir embora…

quadro_mulher_e_flores33[1]Mesmo que sua alma sinta hoje as feridas causas por dores e perdas, coloque os olhos do positivismo e veja que em cada dor o jardineiro da alma plantou a arvore da superação e a regou com doses de amor, porque é somente ele quem cura…

Não se deixe paralisar, arranque hoje com raiz e tudo o que te impede de caminhar, abra as janelas deixe o sol entrar e caminhe rumo ao novo, porque todo fim é um começo…

Não fique esperando que alguém venha fazer florir sua alma, ao contrário dê hoje uma boa limpeza arrancando dela o que não a deixa florir e alimente o que gera vida…

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Ao fazer a pequena experiência de tapar os olhos por alguns segundos, percebo que o silencio interior parece ser um calar de um dos sentidos a pedir socorro…

Fechar as janelas de nossa alma é não mais olhar o belo da vida, é caminhar na obscuridade do negativo…

O mundo sofre de cegueira de beleza, não de beleza passageira, mas de algo que eternize…

Nossos olhos passam o dia a olhar é evidente, é para isso que servem, é esse o seu sentido… Porém devemos direcioná-los, ensiná-los a contemplar… E contemplar é filtrar onde paramos o olhar… Porque aquilo que entra janela a dentro do jardim irá clarear ou escurecer o jardim, algumas vezes vagarosamente, outras repentinamente…Tornando assim o dono do jardim mais belo ou desprovido de beleza, porque o que habita no jardim sairá exteriorizando o que morra dentro…

Quando direcionamos nosso olhar para o que é eterno, conseguimos olhar além das aparências e o sentido fica tão aguçado que com as janelas fechadas vemos claramente o jardim por dentro…

Ousamos dizer que o que os olhos não vêem o coração não sente… É mentiroso afirmar isso! Se fosse assim nossos irmãos deficientes visuais seriam desprovidos de sentimentos…

Quando perdemos um sentido o outro se desdobra para suprir a falta…

Não é de um simples ver que falo mas de um enxergar… É pela boca que entra o alimento: bom e ruim para o estomago, são pelos olhos que nutrimos a alma…

Ao direcionar meu olhar para a pornografia, poderei eu olhar para o ser do sexo oposto e não despi-lo e não macular seu corpo com o olhar?

Detendo o meu olhar apenas para o que meu vizinho conquistou e eu não, o que me trará a alma tal indignidade? Mas se sou capaz de olhar para um morador de rua, uma criança órfã, um doente terminal e ser solicito, meu jardim clareará…

olho e jardim IIISe sou capaz de olhar para mim e ver que apesar de todos os meus defeitos invisíveis a olhos nus, ainda respiro e como se não bastasse alguém ainda detém seu olhar sobre mim e me faz ouvir o som de sua voz, ressoando: “Eu vi que era bom”, então ainda sou capaz de carpir o jardim, arrancar as ervas daninhas e escancarar as janelas para que a luz entre e reine a paz de um jardim secreto reservado…

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Ao observar meu jardim!

Cada um de nós passa pela experiência de contar o tempo…

O tempo que ficamos fora de casa, o tempo que passamos com quem amamos, o tempo da espera por alguém querido, o tempo que levamos de um lugar para o outro, enfim… No corre-corre de minha casa observei o quanto olhamos para o relógio, o quanto trabalhos em função de acertar o tempo, de chegar em tempo.

Me vi sendo uma só e precisando ser três e quem disse que não consigo, mas no final do dia observei que por algum motivo a exaustão chegou em tempo…

Mas somente agora sentada e observando o quanto a casa fica calma, quando as crianças dormem, o quando é possível “ouvir o silencio”, o quanto o tempo passa lentamente ao som de suas respirações, mas o quanto foi bom ter passado um bom tempo de minha vida permitindo que eles fossem sendo tecidos em meu ventre, são eles: meus filhos, os três motivos que tenho para olhar para o relógio e ver que ainda ha tempo…

Tempo de amar, de colocar no colo, de chorar junto, de vibrar juntos as conquistas, de apenas sentar-se na varanda deixando que o tempo passe lentamente ao som de “Öoooo mãe”…

Senti arder hoje em mim, esse sozinho, que meus ouvidos ouvem a cada manhã agitada de uma casa povoada por dois cravos e uma rosa que acharam graça diante de mim e vieram passar um tempo comigo e com meu esposo para provar-nos sempre ha tempo de recomeçar…

Aos meus tesouros que me ensinam a cada despertar que o tempo não é contado pelos dias, mas pela intensidade de cada hoje que sou capaz de parar para amar e regar o meu jardim para que cresça e floresça alem das cercas do meu lar…

Feliz dia das crianças!!!

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